Crítica: Coringa

Quinta-feria, 3 de outubro de 2019                                                                                                                Texto: Patrícia Piquiá

 

O longa sobre a origem do vilão mais lendário do homem-morcego, Coringa, estrelado por Joaquin Phoenix e dirigido pelo cineasta americano Todd Phillips.

 

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O filme começa contando como Arthur Fleck (Joaquin Phoenix) é um homem atormentado que trabalha como palhaço para uma agência de talentos e tenta a todo custo se sustentar e à mãe. Na verdade o grande sonho de Arthur é se tornar um comediante famoso como seu grande ídolo da TV Murray Franklin (Robert De Niro). Devido a seus distúrbios mentais, ele precisa comparecer a uma agente social constantemente. Arthur todos os dias sofre perseguições e é espancado por conta de seu comportamento perturbado e sua risada descontrolada e inapropriada. Após ser demitido, por ter cometido um ato temerário no emprego, Fleck reage mal. O serviço social que ele recebia será cortado e Fleck acabou sendo ridicularizado em uma de suas tentativas de ser comediante. Deprimido e muito abalado, Arthur finalmente estoura e tem uma reação muito violenta contra mais alguns valentões que queriam espancá-lo no metrô. Os seus atos iniciam um movimento popular contra a elite de Gotham City, da qual Thomas Wayne (Brett Cullen), o pai de Bruce Wayne, é seu maior representante.

 

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Eu gostei muito, é excelente, não é atoa que foi considerado o Melhor Filme no Festival de Veneza e recebeu uma salva de palmas de mais de 8 minutos em Cannes. Sem spoilers, a história de loucura do homem inseguro e muito perturbado que se torna o insano, sociopata e psicopata Coringa é muito bem feita. O filme busca inspiração em “O Rei da Comédia” de Martin Scorsese, mas é original a forma como a loucura e uma sociedade tóxica podem levar ao limite um homem emocionalmente desestruturado, o que nos alerta para como as nossas ações geram reações nem sempre as que esperamos, mas na mesma intensidade, já diz a Física. A violência é na medida.

 

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Não fique com medo de gostar desse filme e esquecer da também maravilhosa atuação de Heath Ledger em “O Cavaleiro das Trevas” de Christopher Nolan. O Coringa de Joaquin é completamente diferente, tem muito dos trejeitos do ator, seu olhar perdido, sua risada, que é toda contida no início e se torna bem frenética como Coringa, mas dele Joaquin. E a magreza de Joaquin é chocante e muito visceral.

 

Eu torço para que Joaquin e o filme concorram ao Oscar e que o ator possa finalmente ganhar o seu, ele merece muito por essa atuação, para mim, a melhor do ano com certeza. Agora é torcer, mas quem é fâ de boas histórias no cinema, com certeza não irá se arrepender.

 

O filme estreia dia 03 de outubro no Brasil.

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