Crítica: Dois Papas

Quarta-feria, 1º de janeiro de 2020                                                                                                                Texto: Patrícia Piquiá

 

O drama biográfico "Dois Papas" estrelado por Anthony Hopkins (Papa Bento XVI) e Jonathan Pryce (Papa Francisco). O longa é baseado nos eventos reais da escolha de Cardial Ratzinger como Papa Bento XVI, sua ascensão e renúncia histórica que causou a escolha de Cardeal Bergoglio como Papa Francisco.

 

 

Baseando-se em fatos reais, o filme mostra diversos encontros entre Bento XVI e o então Cardeal Bergoglio, futuro Papa Francisco e explora muito a diferença entre os dois, Bento XVI muito estudioso e tradicional e Francisco progressista e humanitário. Os encontros não ocorreram da forma como foram retratados no filme, as discussões filosóficas entre os dois são formas de colocar em cena as questões pelas quais a Igreja Católica estava enfrentando no início do século XXI e demonstrar porque seria tão importante que Bento XVI saísse de cena para a chegada de Francisco. Na vida real, Bento XVI nunca se encontrou com o Cardeal Bergoglio para discutir sua renúncia e sucessão.

 

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Eu assisti e recomendo, mesmo que você não seja católico o filme é muito bem feito, apesar de algumas situações meramente ficcionais que foram acrescentadas para dar mais fluidez à trama, as atuações de Hopkins e Pryce são um primor e o texto estremamente real e vibrante. E a reconstituição da Capela Sistina um deleite aos olhos, eu só acreditei que não era real porque li sobre isso, mas estive lá e a mesma emoção que Pryce demonstra ao estar na capela ficcional tive na capela real.

 

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O longa é dirigido por Fernando Meirelles, de "Cidade de Deus" e "Jardineiro Fiel" e escrito por Anthony McCarten, roteirista de "A Teoria de Tudo" e "O Destino de uma Nação", com base na obra de McCarten, "O Papa".

 

O filme estreou dia 20 de dezembro no Brasil na Netflix.