Crítica: Milagre na Cela 7

Quinta-feria, 16 de abril de 2020                                                                                                                    Texto: Patrícia Piquiá

 

O drama turco, baseado em um filme sul coreano, contra a triste e emocionante história de Memo (Aras Bulut Iynemli), um deficiente mental, e Ova (Nisa Sofiya Aksongu), sua filha pequena.

 

Explicamos o final de O Milagre na Cela 7 para quem não entendeu

 

Os três moravam nos anos 1983 em uma pequena vila na Turquia com a avô Fatma (Celile Toyon Uysal). A mãe de Ova morreu e Memo era um pastor que sofria muito bullying e preconceito por conta de sua dificuldade intelectual e Ova também sofria muito por ser filha dele, mas o amava muito.

 

Um dia Memo brincava com uma colega de escola de Ova perto de um rio e ela caiu. Ele tenta salvá-la, mas ela morre e ele é injustamente acusado de tê-la matado. Só que a menina era filha de um de um alto comandante do Exército e que faz de tudo para manipular jurados e oficiais para condenar Memo, que ele considera o assassino de sua filha. Memo tenta dizer a verdade, e ainda diz, de uma forma lúdica que só Ova entende, que tinha uma testemunha que viu tudo, mas é espancado e obrigado a assinar uma confissão de crime sendo considerado uma pessoa normal, sem nenhum laudo que comprove a sua condição ou a sua versão da história.

 

Memo é levado ao presídio para aguardar um julgamento e sentença de enforcamento. No presídio, na cela 7, ele continua a sofrer espancamentos, pois todos acreditam que ele realmente matou a filha do militar. Ova encontra a testemunha que viu e que confirmou que Memo é inocente, mas ele era um desertor do exército que foge antes que sua avô pudesse confirmar a versão de Memo.

 

O filme daí em diante mostra o sofrimento de Memo e Ova para que a verdade possa aparecer e que ele não seja enforcado apesar de todo o poder do militar pai da menina morta para isso contam com a ajuda da professora de Ova e do chefe do presídio. É emocionante e recomendo, não é à toa que é um dos filmes mais assistidos da Netflix desde a sua estreia dia 13 de março, muito se emocionam, pois essa luta para que Memo e Ova possam ficar juntos apesar das injustiças é a todo tempo posta à prova com diversos obstáculos que parecem quase impossíveis de se superar.

 

O drama um misto de “A Espera de um Milagre”, na questão do preso injustiçado que é posto na cadeia por preconceito “Um Sonho de Liberdade”, pois esse preso depois tem que tentar sair daquele lugar para fica com a filha e “Lição de Amor”, pois como no filme de Sean Peen, Memo tem que lutar e provar que apesar de sua deficiência é a pessoa certa pra criar sua filha apesar de todo preconceito um prato cheio para o drama.

Nota: 3,5 / 5,0