Crítica: Mulher-Maravilha 1984

Quinta-feira, 17 de dezembro de 2020                                                                                                                   Texto: Patrícia Piquiá

 

A muito aguardada sequencia do filme solo da heroína da DC “Mulher-Maravilha’ de 2017 é novamente estrelado por Gal Gadot, no papel título, e conta no elenco com a volta de Chris Pine e nessa nova aventura conta com Kristen Wig e Pedro Pascal. O longa é novamente dirigido por Patty Jenkins que também escreveu o roteiro do filme juntamente com Geoff Johns e David Callaham baseado nos quadrinhos da DC.

 

Diretora de Mulher-Maravilha divulga novo pôster do filme

 

O filme avança algumas décadas desde a primeira aventura e chega a 1984 e aos anos 1980. Diana Prince (Gal Gadot) trabalha como antropóloga no Instituto Smithsonian em Washington, D.C. e divide seu trabalho entre o instituto e combater o mal como Mulher-Maravilha e acaba por levar uma vida solitária por tentar esconder sua identidade e depois devido as perdas sofridas durante todas essas décadas. Diana conhece Barbara Minerva (Kristen Wig), uma insegura arqueóloga que a idolatra. Depois de um roubo mal sucedido, alguns objetos são resgatados pelo FBI e vão parar no instituto para serem identificados por Barbara. Diana e Barbara descobrem que um dos objetos tem poderes mágicos e quando o ambicioso homem de negócios Maxwell Lord (Pedro Pascal) rouba o artefato, o passado de Diana, sua amizade com Barbara e o mundo são ameaçados e Diana terá que abrir mão do que mais desejava para finalmente salvar o mundo da destruição.

 

Sem spoilers. Eu gostei do filme, mas não amei, gostei da Gadot deslumbrante, da nostalgia dos anos 1980 e sua trilha sonora animada, gostei da volta das Amazonas na cena inicial sempre muito empoderadas e poderosas, das lutas com o laço da verdade e os braceletes e sem armas, de Kristen Wig e Pedro Pascal e da volta de Chris Pine como Steve. Visualmente o filme é leve, um espetáculo visual e as referencias aos quadrinhos um deleite aos fãs. Mas algumas coisas me incomodam, achei o filme um pouco logo demais e também não gostei da forma como o romance entre Diana e Steve é abordado e a forma maniqueísta como Diana vê a humanidade. Humanos erram e não são perfeitos e isso não quer dizer que são pessoas ruins, mas humanas, parte da beleza da humanidade verdadeira é saber errar e aprender com nossos erros e a forma como Diana vê o mundo ainda é muito arreigada dessa questão de perfeição, não me agrada, talvez porque eu esteja um pouco pessimista com a humanidade kkk, no mais é um bom filme que infelizmente sofre com a pandemia e não terá a estreia que merecia, mas quem gosta da heroína recomendo tentar ver ou no cinema com cuidados ou em casa com mais segurança quando estrear no streaming. Tem uma cena pós credito muito legal, um verdadeiro presente aos fãs.

 

O longa estreia nos cinemas em 17 de dezembro.

 

 Nota: 4,0 / 5,0