Crítica: O Escândalo

Quinta-feria, 16 de janeiro de 2020                                                                                                                    Texto: Patrícia Piquiá

 

O drama estrelado pelas vencedoras do Oscar®, Charlize Theron e Nicole Kidman e os indicados ao Oscar® John Lithgow e Margot Robbie é baseado em fatos reais que ocorreram nos EUA quando as funcionárias do canal de TV americano Fox News denunciam a cultura de masculinidade tóxica e assédio da empresa de mídia norte-americana, levando à queda do magnata Roger Ailes, um infame homem à frente deste império.

 

 

O filme foca na história de três funcionárias da Fox News: Megyn Kelly, Gretchen Carlson e Kayla Pospisil. Megyn Kelly (Charlize Theron) é uma das principais apresentadoras da Fox News que estava se preparando para participar como co-moderadora do debate da convenção do Partido Republicano de 2016. Após o debate, Kelly é duramente atacada pelo então candidato republicado, e futuro presidente, Donald Trump, especialmente por ter sido muito incisiva quanto à postura misógina e preconceituosa que ele tem acerca das mulheres.

 

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Gretchen Carlson (Nicole Kidman) foi durante muito tempo co-apresentadora do programa de grande audiência da emissora “Fox and Friends”, mas após ter criticado a postura machista de seus colegas e chefe, foi afastada do programa e passou a apresentar um programa de menos prestigio no canal, o que a deixou enfurecida. Ela começa então a tentar denunciar o que vem sofrendo e procura advogados que a orientam no duro processo que deve ocorrer assim que ela oficializar a denúncia.

 

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E por fim temos Kayla Pospisil (Margot Robbie), um jovem aspirante à jornalista recem chegada ao canal que trabalhava na equipe de Gretchen como assistente, mas que almeja a todo custo uma posição melhor. Quando uma oportunidade aparece, Gretchen tenta avisá-la das consequencias e pede que ele não vá ainda, Kayla não ouve e deixa a equipe de Gretchen. No dia que Kayla conhece o todo poderoso Roger Ailes, toda masculidade tôxica e misogia do chefão vem à tona e Kayla se vê sozinha nessa empreitada. Em uma série de eventos, os destinos das três se cruzam e elas se unem para lutar contra essa cultura misógina e tôxica do entreterimento. Kayla Pospisil é a única personagem não existiu na vida real, ela foi criada para representar uma vítima.

 

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Eu gostei muito é um filme necessário nos tempos de hoje em que as mulheres apesar de terem alcançado muitas posições de destaque ainda sofrem e muito com a cultura misógina e de assédio. Apesar de um desolvimento lento do filme em alguns momentos a pertinencia do tema o torna uma experiência obrigatória na nossa luta diária por mais igualdade e empatia no mercado de trabalho.

 

Depois desse caso em 2017, tivemos as denúncias envolvendo outro poderoso da indústria cinematográfica Harvey Weinstein e demais casos que culminaram no movimento #Metoo e #Timeup liderados pelas protagonistas do filme Nicole Kidman e Charlize Theron. Talvez se a denúncia de “O Escândalo” não tivese ocorrido, os demais eventos também não, pois os códigos de silencio corporativos eram até então muito mais importantes que a verdade.

 

O filme estreou dia 16 de janeiro no Brasil.

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