Crítica: O Gambito da Rainha

Quinta-Feira, 29 de outubro de 2020                                                                                                                    Texto: Patrícia Piquiá

 

A minissérie de drama é baseada no livro de mesmo nome escrito por Walter Tevis e lançado em 1983.

 

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Ambientada nos anos 50 e 60, na cena inicial vemos uma jovem Elizabeth Harmon (Anya Taylor-Joy) sendo acordada por fortes batidas na porta de seu quarto em um hotel. Beth acorda no meio dentro da banheira e percebemos que está atrasada. Ela nem toma o café da manha, troca de roupa e engole pílulas de um medicamento que não reconhecemos, logo ela corre para chegar em uma mesa de xadrez em que seu oponente espera por ela depois de muito atraso, ela chega. Em seguida temos um flashback na história que vai nos contar tudo que aconteceu na vida da jovem até ela chegar ao momento da cena inicial.

 

Culturadoria

 

Beth é uma menina rfã, a mãe morreu em um acidente e o pai é desconhecido. Beth acaba em um orfanato só para meninas. Nesse orfanato, como era de costume nos anos 1950, pílulas de tranquilizante são dadas diariamente às meninas, logo Beth se torna viciada nesse medicamento. No orfanato Beth aprende a jogar xadrez com o zelador e demonstra ser um prodígio. Mas após um incidente com as pílulas a garota é impedida de jogar.

 

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Quando ela se torna adolescente, ela é adota. Mas o pai não está nem aí para Beth e sua mãe adotiva Alma. Quando as duas se veem sem dinheiro e abandonadas pelo marido e pai adotivo, Beth decide voltar ao xadrez e a disputar torneios. Quando a mãe percebe que a garota é um prodígio começa a investir na carreira dela e ela luta para se tornar a número 1 do mundo no xadrez, em uma competição tipicamente masculina. Mas Beth começa a perder controle de sua vida por conta do vício por tranquilizantes e álcool.

 

A partir daí a história vai desenvolvendo, será que a genialidade de Beth se deve a seu vício e será que ela realmente precisa das pílulas para jogar e como uma mulher consegue se destacar com sucesso e sem preconceito em um ambiente tão masculino?

 

Muito bem feita e super envolvente a trama, com excelete figurino e trilha sonora. As competições de xadrez nunca foram tão emocionantes. Por isso recomendo muito assistir. A questão dos conflitos pessoais de Beth também são muito bem desenvolvidos, a questão da mãe biológica, os relacionamentos amorosos, as amizades do sexismo.

 

Curiosidade: o Gambito da rainha, que dá nome a série, um movimento inicial do Xadrez.

 

A minissérie estreou em 23 de outubro de 2020 na Netflix.

 

Nota: 4,5 / 5,0