Crítica: O Silêncio do Pântano

Sábado, 25 de abril de 2020                                                                                                                    Texto: Patrícia Piquiá

 

O novo filme de suspense espanhol da Netflix estrelado por Pedro Alonso, o Berlim de “La Casa Del Papel” é baseado em livro de mesmo nome de Juanjo Braulio.

 

O silêncio do pântano.jpg

 

O filme conta a história do escritor Q (Pedro Alonso), famoso por seus livros de suspense. Logo vemos que ele está escrevendo um novo romance com seu personagem principal, um assassino serial, também encarnado por Pedro Alonso, que ao fazer justiça com as próprias mãos sequestra um professor universitário de economia que está envolvido em uma rede de tráfico de drogas e corrupção na política e polícia de Valencia. Mas começamos a perceber que a trama do livro começa a cruzar a fronteira entre ficção e realidade e os eventos do livro começam a afetar a vida pessoal do autor de forma dramática.

 

O longa tem um premissa interessante e tem boas atuações de Pedro Alonso como o escritor e assassino dos livros e Nacho Fresneda  da série “El Ministério del Tiempo”, como um traficante e malandro. Mas o filme se perde em muitos momentos, essa linha tênue que queriam fazer entre a realidade e ficção não fica tão sutil e em muitos momentos fica clara a distinção entre o autor e a personagem assassina, que são encarnados por Pedro Alonso, esfriando o suspense que poderia deixar o espactador mais envolvido. E o final também fica confuso dando margem a várias confusas interpretações. Apesar do potencial é apenas um filme razoável.

 

O filme estreou dia 22 de abril na Netflix.

 

Nota: 2,5 / 5,0