Crítica: O Sol também é uma Estrela

Quarta-feira, 15 de maio de 2019                                                                                               Texto: Patrícia Piquiá 

 

O filme de romance adolescente “O Sol também é uma Estrela” é uma adaptação do best-seller de mesmo nome da escritora jamaicano-americana Nicola Yoon e estrelado por Charles Melton de Riverdale e Yara Shahidi de Grow-ish.

 

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O filme conta a história de Natasha, interpretada por Yara Shahidi, e Daniel, interpretado por Charles Melton. Ambos são jovens imigrantes que vivem em Nova York, só que Natasha vive o drama da deportação enquanto que Daniel vive o sonho da faculdade. Enquanto Natasha é uma jovem extremamente pragmática, que não acredita em destino, apenas em fatos explicados pela ciência, Daniel é um romântico sonhador. Os jovens se encontram no tumotuado metro, Daniel a vê e se apaixona subitamente. A história de amor tinha tudo para dar certo, mas infelizmente em menos de doze horas Natasha tem que ir embora dos EUA, deportada com toda a sua família, e Daniel tem uma entrevista de emprego que pode mudar sua vida. Ambos lutam para resolver seus problemas, mas não conseguem por conta do pouco tempo que lhes resta e por conta da forte atração que os une. Esse inesperado encontro com Daniel coloca em cheque todas as  convicções da pragmatica Natasha.

 

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Eu gostei do filme, me surpreendeu por não ser uma história de amor adolescente tão rasa.  Claro que temos alguns cliches acerca do amor contra todas as probabilidades e a discussão se a vida é determinada pelo destino ou por eventos aleatórios do universo. Mas achei superinteressante a trama da imigração, um assunto sério e mostrado com muita verdade e delicadeza no filme. A Nova York dos imigrantes, misturados nessa cidade cosmopolita, mas que ao mesmo tempo, criaram seus universos particulares, bairros que nem sempre vemos nos grandes filmes e os efeitos dessa imigração na vida das pessoas, o conflito de quem mora em outro país e não tem uma cultura só, mas se molda a um lugar novo ao mesmo tempo que tem suas raizes em outro lugar e na deportação, como burocraticamente, as pessoas esquecem que estão lidando com seres humanos cheios de emoções.

 

Outro ponto positivo foi a questão da escolha profissão e o dilema de se seguir o sonho dos pais ou sonho pessoal e todos os conflitos que os jovens passam todos os dias na tentativa de serem felizes sem magoarem seus familiares.

 

O terceiro ponto positivo é a trilha sonora composta de músicas indies, hip hop, rock e reggae também, já que Natasha é da Jamaica. Mas é um filme adolescente, tipo sessão da tarde, mas que tem um conteúdo interessante, por conta disso acho que vale a pena, para quem quer relaxar no cinema e cutir uma história de amor.

 

O filme estreia dia 16 de maio, quinta-feira. 

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