Crítica: Sergio

Sábado, 18 de abril de 2020                                                                                                                    Texto: Patrícia Piquiá

 

A cinebiografia conta a história do brasileiro Sérgio Vieira de Mello (Wagner Moura) um alto-comissário da Organização das Nações Unidas (ONU), morto aos 55 anos em Bagdá. O filme, baseado no livro "O homem que queria salvar o mundo", de Samantha Power e é dirigido por Greg Barker, mesmo diretor do documentário também feito sobre a vida do brasileiro alto-comissário da ONU.

 

ClubedaPipoca Indica: (Filme Netflix) Sérgio - Notícias - Clube FM ...

 

O filme retrata a vida de Sergio em sua última missão na capital iraquiana, mergulhada no caos após a invasão americana. Sergio morreu vítima de um ataque terrorista na sede local da instituição em Bagdá. O longa começa contando sobre a chegada de Sergio em 2003 com sua equipe e sua atual companheira Carolina (Ana de Armas), economista que também fazia parte da equipe, à uma caótica e conturbada Bagdá, capital do Iraque, em um processo de unificação do país depois da guerra contra os EUA encadeada depois dos ataques do 11 de setembro de 2001.

 

Logo em seguida vemos o ataque ao prédio em que Carolina e outros escapam, mas no qual Sergio fica preso em escombros entre a vida e a morte. Enquanto Sergio está preso por meio de flashbacks é mostrada um pouco de sua vida antes de chegar a Bagdá. Seu distante relacionamento com os filhos, distanciamento ocasionado por seu trabalho na ONU, um pouco de sua trajetória do Timor-Leste e seu relacionamento com Carolina. Como se conheceram e de como ele pretendia se casar com ela e abandonar tudo depois que a situação estive resolvida no Iraque, o que não ocorre por conta do ataque no qual ele não sobrevive.

 

Nesse ponto que o filme se torna emocionante e muito tocante, mostra que Sergio, muito charmoso e idealista, muito por conta da atuação de Moura, era excelente em seu trabalho na ONU, apesar de todas as dificuldades que passava por conta dos conflitos políticos que essas ocupações geravam, mas que não era perfeito, mostrado pelos problemas pessoais e pelos conflitos com alguns representantes dos governos, só queria fazer seu melhor solucionando conflitos de guerra.

 

Sergio': Nada justifica a 'jamesbondização' de Sergio Vieira de ...

 

Outro momento muito tocante é o relacionamento de Sergio com Carolina, tratado de forma muito delicada e sensível, muito por conta das atuações de Wagner Moura e de Ana de Armas, atriz que está se tornando a queridinha de Hollywood no momento, mesmo sabendo do final trágico eu torci para que Sergio sobrevivesse.

 

Por conta do legado do Sergio, que resolveu tantos conflitos e que muitos não puderam conhecer devido à sua morte trágica e da forma bonita e delicada que sua história de amor com Carolina é retratada, muito por conta da atuação de Moura e De Armas, recomendo o filme, ele pode ser um pouco arrastado no início, mas no final gostei muito.

 

O filme estreou dia 17 de abril na Netflix.  

 

Nota: 3,5 / 5,0