Crítica: Tenet

Quinta-Feira, 29 de outubro de 2020                                                                                                                    Texto: Patrícia Piquiá

 

Chega aos cinemas brasileiros finalmente o novo filme de ação e ficção científica do aclamado diretor e roteirista Christopher Nolan.

 

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Na trama central John David Washington, sem nome apenas intitulado O Protagonista, é um agente da CIA que se envolve em um caso de terrorismo que pode causar o fim do mundo. O Protagonista deixa a CIA e é escalado pela a organização Tenet (O princípio em tradução livre) para tentar evitar que o traficante de armas Andrei Sator (Kenneth Branagh) cause o fim do mundo. O Protagonista se junta ao agente Neil (Robert Pattinson) a esposa de Sator Kat (Elizabeth Debicki) luta pela sobrevivência de todo o mundo.

 

Tenet é uma viagem no tempo interessante, mas cansativa e longa

 

O que O Protagonista não imaginava é que o universo de espionagem internacional se desdobra em algo além do tempo real. Não em viagem no tempo, mas inversão da antropia dos objetos e pessoas fazendo com que elas invertam o tempo, voltando no tempo.

 

É uma história complexa, especialmente quando envolve a questão dos fenômenos físicos, mas muito bem amarrada na questão da espionagem. As cenas de ação são muito bem feitas e esse elemento da inversão do tempo trás um elemento muito mais interessante, frescor no universo de ação muitas vezes muito saturado de fórmulas. Muito legal Nolan voltar a inversão no tempo que o consagrou com “Amnesia” de 2000.

 

Eu gostei e recomendo. Recomendo também procurar não ler demais apenas essa premissa que falei e que você esteja atento ao filme e não desgrude os olhos da tela, as cenas de ação e a trilha sonora das famosas cornetas de Nolan irão ajudar muito e fique atento ao plot twist do final, outro grande trunfo do diretor.

 

John David arrebenta na atuação, que ator, na medida certa na questão ação e dramaticidade ao mesmo tempo e Pattinson que coadjuvante de gala, excelente interação entre os dois, são o trunfo do filme. 

 

Minha única tristeza é que estamos no meio de uma pandemia que no Brasil ainda não foi controlada e que faz com que o cinema esteja entre os lugares mais complicados de se frequentar, mas era um filme para que todos pudessem ver, merecia muito grande público, foi muito bom voltar ao cinema para vê-lo e quem se arriscar não se arrependerá na minha opinião. É um espetáculo visual e uma experiência visual impactante.

 

O longa estreia dia 29 de outubro nos cinemas do Brasil. 

 

 

 

Nota: 4,5 / 5,0