Crítica: Tolkien

Domingo, 19 de maio de 2019                                                                                               Texto: Patrícia Piquiá

 

Tolkien” é a cinebiografia do autor de “O Hobbit” e “Senhor dos Anéis” e é estrelado por Nicholas Hoult no papel principal e Lily Collins no papel de Edith Pratt, o grande amor do autor. O filme estreia quinta dia 23 de maio.

 

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O longa conta, de forma não linear, a vida de Tolkien da infância sofrida, quando ele se torna orfão e passa por dificuldades financeiras, até a sua fase adulta, como um bem-sucedido professor da universidade de Oxford, e tudo que ele fez na vida para conquistar o seu grande amor, Edith.

 

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O filme não narra Tolkien criando e publicando os livros que marcaram seu nome na história. O foco do enredo é tentar mostrar aonde o autor possa ter se inspirado para muitos anos depois criar o universo de fantasia que ele explorou tão bem em suas obras mais famosas. Esse processo criativo é feito de uma forma muito sutíl e como o filme não conta a vida do autor criando os livros, tudo é muito intuitivo. Esse ponto pode frustar os fãs, que em sua maioria, gostariam de saber onde ele realmente se inspirou para criar os personagens que tanto amamos.

 

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Eu gostei pela história de superação de vida de Tolkien, por sua linda história de amor por Edith e por seus laços de amizade e fraternidade que lembraram muito o longa “Sociedade dos Poetas Mortes”.  A atuação de Hoult e de Lily Collins também é muito tocante e forte na medida certa. Mas senti falta de demonstrar mais profudamente o Tolkien escritor.

 

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Eu achei realmente um pouco forçado alguns eventos como fonte de inspiração para Tolkien, com uso do CG, dragões aparecem no meio do fogo da guerra e a todo momento o olho de Sauron aparece também no fogo, isso não temos como ter certeza, pois o processo de criação de "Hobbit" foi muitos anos depois de Tolkien ter ido a guerra. Mas algumas inspirações são claras, pois podemos conectar facilmente a amizade de Tolkien e seus amigos a fraternidade demostrada pelos Hobbits em "Senhor dos Anéis".

 

A cinebiografia, não autorizada pela família de Tolkien, foca mais no amor e laços de amizade que fizeram Tolkien ser quem ele era como pessoa e é muito tocante esse ponto, mas como estudioso das línguas que a partir desse conhecimento cria um mundo de fantasia para que as línguas que ele criou fizessem sentido e se tornaram as obras que fizeram tanto sucesso, por desmonstrarem a sua genialidade, frusta um pouco não contar sobre seu proceso criativo com mais profundidade.

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