Crítica: Um Amor, Mil Casamentos

Domingo, 12 de abril de 2020                                                                                                                    Texto: Patrícia Piquiá

 

A nova comédia romântica da Netflix é estrelada por Sam Caflin, o Will de “Come eu era Antes de Você” e Alex de “Simplesmente Acontece”.

 

Love Wedding Repeat Is the Perfect Netflix Rom-com

 

Sam Caflin é Jack, que começa o filme em um encontro com a amiga de sua irmã, Dina (Olivia Munn) em Roma. Apesar da conexão entre Jack e Dina o encontro não acaba bem. Um tempo depois, Jack está no dia do casamento de sua irmã Hayley (Eleanor Tomlinson), que acontece na Itália, e descobre que Dina estará como convidada e ele fará de tudo para se aproximar dela novamente.

 

Durante o casamento um ex-namorado de Hayley, Marc (Jack Farthing), aparece drogado e disposto a arruinar o casamento dela. Hayley pede que Jack ponha um sonífero na bebida de Marc para que ele não estrague o dia mais importante de sua vida. Jack decide ajudar, mas é atrapalhado pelo destino. Algumas crianças entram na recepção e mudam o nome dos lugares dos convidados alterando o lugar do sonífero. Tudo dá errado, mas por obra de uma magia ou evento sobrenatural, que não é muito explicado, o dia começa novamente e Jack terá uma nova chance de ajeitar as coisas.

 

Infelizmente a ideia era boa, queriam reinventar “Quatro Casamentos e um Funeral” com Sam Caflin muito parecido com Hugh Grant, o charmoso inglês tímido e atrapalhado,  Olivia Munn como a americana interesse de Sam e repetições de um casamento, mas o charme de Caflin não foi suficiente dessa vez. Como em “Quatro Casamentos” queriam mostrar que não devemos perder chances com amor, pois nem sempre teremos uma segunda oportunidade para fazer as coisas certas, mas o roteiro tem uns furos especialmente no segundo ato, com muitas piadas fracas e a forma de voltar o dia do jeito como foi feito, queriam repetir a ideia de casamento e reencontros de “Quatro Casamentos”, mas Jack nem se lembra do que aconteceu nas outras versões, isso ficou meio que jogado no ar, sem explicação, talvez se fosse uma reflexão de Jack ou um sonho ou uma magia a se reverter, ok, mas foi completamente jogado. O que acontece no terceiro ato é até legal com o início do filme, a segunda chance ao amor entre Jack e Dina, se o segundo ato tivesse sido melhor conectado com o terceiro teríamos uma comedia romântica mais interessante, por conta dos furos é razoável, com Sam Caflin e Eleanor Tomlinson com as melhores atuações no mais, nada de novo.

 

O filme estreou dia 10 de abril na Netflix Brasil.

 

Nota: 2,5 / 5,0