Crítica: X-Men – Fênix Negra

Quarta-feria, 05 de junho de 2019                                                                                                                     Texto: Patrícia Piquiá

 

O décimo segundo filme da franquia X-Men, que começou em 2000, tenta adaptar para as telas uma das sagas mais importantes dos quadrinhos “A Fênix Negra” em que os X-Men enfrentam seu inimigo mais formidável e poderoso: um deles, Jean Grey. É o culminar de 20 anos de filmes X-Men.

 

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O novo longa conta como durante uma missão de resgate no espaço, Jean (Sophia Turner) é quase morta, mas é salva por uma misteriosa força cósmica, que a domina. Quando ela volta para casa, essa força não só a torna infinitamente mais poderosa, mas muito mais instável. Lutando com essa entidade dentro dela, Jean desencadeia seus poderes de maneiras que ela não pode compreender nem conter. Com Jean fora de controle e ferindo aqueles que ela mais ama, ela começa a desvendar a linha que mantém os X-Men juntos. Agora, com esta família desmoronando, eles devem encontrar uma maneira de se unir, não apenas para salvar a alma de Jean, mas para salvar o próprio planeta de alienígenas que desejam se armar com essa força e governar a galáxia.

 

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A Fênix Negra já foi até utilizada no terceiro filme da franquia de 2006, “X-Men: O confronto Final", mas a viagem no tempo de Wolverine em “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido” de 2016 apagou os eventos de “X-Men: O Confronto Final” da linha do tempo da saga, o que deu brecha aos produtores para tentarem essa nova adaptação. Mas o enredo abordado no novo filme pouco lembra o da saga dos quadrinhos, envolvente e cheia de reviravoltas, e lembra muito mais o enredo do filme de 2006, muito mais curto e enxuto e sem muita emoção.

 

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Em termos gerais é um filme regular, com algumas boas atuações de elenco, destaques para Sophia Turner, Jessica Chastain, Michael Fassbender, e James McAvoy e bom efeitos visuais, mas que peca por trazer pouca emoção, em uma história batida e sem muitas novidades. Somente a origem é resgata dos quadrinhos, mas o enredo geral está longe das ótimas HQs e é mais fraco do que o arco de 2006, e ainda mais inferior porque as atuações de alguns atores da versão atual serem muito inferiores aos da versão antiga, como Ciclope e Tempestade, e ainda peca mais por não trazer de volta personagens mais carismáticos e envolventes, como Wolverine.

 

O roteiro tenta mostrar como a doce Jean se torna um ser incontrolável e destruídor, mas ela nem chega aos pés dos quadrinhos, e a tentativa de controla-lá no cinema acaba sendo muito simples e sem emoção, pois não há química suficiente entre Jean e Ciclope, como nos quadrinhos, e nem entre Jean e os X-Men, como no filme anterior, um sentimento tão forte de irmandade, que justifique um elo forte o suficiente para depois não deixar Jean destruir tudo. Esse elo tenta ser criado somente com o professor Xavier, que também não faz muito sentido, ele até é colocado como um pai para ela, mas a relação não parece nesse filme ser tão profunda, como a de amor que temos nos quadrinhos com Ciclope e com Wolverine na série de TV e primeiro filme, para não permitir que um ser tão destruidor, que até no filme também não está tão destuidor assim, não acabe com tudo e não temos o suficiente para mim no filme, faltou tempo para essa construção, no final tudo foi resolvido muito apressadamente. Um fim triste para a primeira classe que entregou um bom filme em 2011 e 2016, mas que tem em seu terceiro e último longa o mais fraco deles.  

 

Agora é aguardar o que a Marvel poderá fazer com a incorporação dos heróis que eram exclusivos da FOX e que agora ela novamente poderão ser reincorporados ao seu universo após as negociações com a Disney.

 

O novo filme estreia quinta, dia 06 de maio.

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